Cinco etapas para quem quer abrir o próprio negócio

Pergunta: “Sinto-me emperrado em meu emprego atual. Não é um cargo ruim – tenho oportunidades de crescimento profissional e sou bem remunerado. O problema é que eu tenho uma ideia própria para uma empresa, que me mantém acordado à noite e me faz levantar de manhã. Mas todos os dias tenho de desviar essa energia para meu emprego. Deveria deixar meu emprego e começar minha própria empresa sem a menor garantia? As pessoas ficam me dizendo que não preciso me demitir para seguir meu sonho empresarial, mas sei que se eu quiser que se realize devo aplicar nele todas as minhas energias. Que conselho você me dá, e a outros como eu que se sentem igualmente presos?” Theodore Eccleston

Resposta: Parabéns, Theodore! Você atingiu o limite que separa os verdadeiros empreendedores das pessoas que simplesmente têm boas ideias. A decisão sobre se deve cruzá-lo agora é você quem deve tomar. A questão é: você tem o que é necessário para chegar ao outro lado?

A sensação de estar emperrado é na verdade um bom sinal – você não é apenas um teleguiado que ganha um salário. Em termos da sua carreira, é o equivalente a ter uma dor de barriga: sua infelicidade, a falta de realização e objetivo o estão motivando a fazer algo diferente.

Aqui estão alguns passos simples que deverão tornar a decisão mais fácil para você. Vamos chamá-los de as cinco etapas do despertar empresarial:

1. Avalie sua ideia

Está bem, você tem uma ideia. E agora? Há muitas boas ideias de negócios por aí, e nem todas valem a pena de se investir. Pergunte a si mesmo: eu fiz as devidas diligências para levar minha ideia ao próximo nível? Minha ideia soluciona um problema? Satisfaz uma necessidade? Toca um nervo? É original? Já foi feita antes? Escreva suas respostas, depois critique-as da maneira mais profunda possível. As melhores ideias são as que suportam uma forte análise crítica. Se você não conseguir fazer isto sozinho – o que quase sempre acontece -, leve sua ideia para alguém em quem você confia em peça sua opinião. Continua de pé? Bom. Vamos em frente.

2. Planeje o futuro

Vamos supor que você tenha encontrado um novo produto ou serviço incrível, que cumpre todos os critérios delineados acima. Ótimo. Agora é hora de planejar. Pergunte a si mesmo: de que eu preciso para tornar essa ideia uma realidade? Eu desenvolvi um plano de negócios? Quais são minhas necessidades de capital? A que distância estou de ter um protótipo funcional? Eu procurei potenciais sócios e investidores? Qual a minha estratégia de distribuição? Nessa altura, você talvez deva procurar um mentor, se ainda não tiver – um empresário tarimbado, capaz de empurrá-lo na direção certa, apontar potenciais problemas e a ajudar a contorná-los. Eu ainda confio muito no conselho dos outros, apesar de ser empresário há quase cinco décadas. Afinal, sem os conselhos que recebi de alguns grandes mentores, a Virgin ainda poderia ser uma pequena loja de discos em algum lugar de Londres.

3. Avalie os riscos

Você tem uma ideia e também já tem um plano. Ótimo. Agora vamos falar de você. Theodore, você disse que está se sentindo emperrado, mas até que ponto? Pergunte a si mesmo: eu prefiro continuar pagando minhas contas ou estou disposto a viver das minhas economias durante algum tempo? Manter meu estilo de vida atual é mais importante do que ter um novo começo na vida? Você sabe, empreendedorismo tem tudo a ver com assumir riscos – potencialmente riscos de vida perturbadores e assustadores. Se sua família depende da sua renda, é sua responsabilidade pensar nas coisas muito cuidadosamente. Se a sua resposta ainda for um ressoante e enfático “sim”, depois de ter sopesado todos os riscos, então você está pronto para dar o salto.

4. Mergulhe

Se você ainda estiver lendo isto, a próxima etapa deve ser simples: dê o mergulho. Cruze a linha. E não olhe para trás. Você não vai se arrepender.

5. Não pare de acreditar

A chave do sucesso é dedicação e foco constantes. Você cometerá erros quando lançar seu produto ou serviço – uma tonelada deles. Mas mantenha o olhar no prêmio e nunca pisque. Se você deixar de acreditar, todo o seu empreendimento será questionado. No meu caso, quando nossa equipe começou a Virgin Atlantic, com apenas um avião e pouco conhecimento do negócio de companhias aéreas, erguemo-nos sozinhos contra atores estabelecidos que estavam prontos para nos enterrar. Ninguém teria nos culpado por atirar a toalha e voltar ao negócio de música. Mas nós vimos o enorme potencial em perturbar e reinventar as viagens aéreas por meio de um serviço superior e inovação. Por isso seguimos em frente, e continuamos fortes depois de 30 anos. Tudo tem a ver com empenho.

Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Richard Branson

O megaempresário inglês é criador do grupo Virgin, que tem 200 companhias em mais de 30 países, incluindo a empresa aérea de baixo custo de mesmo nome.

*Texto extraído do site uol, publicado em 13/01/2015

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